segunda-feira, 9 de março de 2020

“Fake News”, “Boatos”, “Me disseram”, “Nem te conto”







Texto: Gisele Carvalho

Fake News”, “Boatos”, “Me disseram”, “Nem te conto”- Talvez, esses nomes não soam diferentes nos dias atuais. É bem verdade, que histórias mal contadas sempre existiram. Quem não se lembra da história da serpente tentando persuadir Eva que comesse um fruto para que se tornasse igual seu Criador? Pois é! Isso não foi história da carochinha, e é exatamente, desde os primórdios da humanidade as “Fakes News”, já existiam. O que culminou de forma marcante desde o século passado para os dias atuais, foi a celeridade da informação repassada após a inserção da Internet no cenário global. Algumas meramente informativas com suas fontes bem-conceituadas, e outras, de forma nada criteriosas com formato de segmentar massas.
Fake News segundo site eletrônico Brasil Escola, são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como se fossem informações reais. Esse tipo de texto, em sua maior parte, é feito e divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas).
A propagação de Fake News não escolhe condição social, ainda mais quando o tema é de comum interesse. Como por exemplo: Religião, Política, Economia, Futebol, Saúde etc. Temas voltados à interesse popular tem tido maior crescimento a nível de veracidade ou invenção.
Tratando especificamente da política, é sabido que o mercado tecnológico e marketing político trabalham de forma articulada e harmônica para construção de histórias, sejam informações ou contra informações. Isso, a respeito de um determinado segmento por exemplo, e a popularizam por meio eletrônico, consolidando a informação de forma veloz, até mesmo antes que os detentores da realidade se deem conta do que está acontecendo.
O que quero dizer é que os profissionais que trabalham de forma organizada para emitir uma contra informação, não buscam na essência que uma história se torne verdadeira por que muitos estão dizendo. Mas, querem na verdade, validar a dúvida a respeito da história contada. Expressão tipo: “E se for verdade? ”.
A Fake News sem dúvida, virou um mercado tendencioso que lida com profissionais capacitados e sem nenhum apego moral.
O mundo acordou para o perigo do manuseio das informações, talvez, tarde demais, quando foi dito, que a Rússia sabotara as eleições que favorecia o Presidente norte americano, Donald Trump, enviando informações adversas para confundir o eleitorado sobre os candidatos que com ele concorriam o plenário.
O fato é que não somente na política, vivemos um bombardeio de informações sem nenhum tipo de filtro. E, a falta de ética, moral, princípios que norteiam o bem e o mau, se misturam, e o que deveria partir do seio familiar, fica à mercê de mídias diversas. Sejam elas, preocupadas com vertentes verdadeiros ou não. Isto é, uma geração, acaba tendo seu intelecto formado pelas pseudo informações.
Ainda bem que existe uma grande porção de mentores de informações pautadas nos padrões morais e éticos, que contribuem para construir e/ou reconstruir uma linha de pensamentos. Esses tais, possuem discípulos fieis que replicam e agregam grupos que se multiplicam, e a verdade acaba libertando àqueles que viviam na ignorância, ou pelo ao menos serve para nortear outro caminho.


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