Texto: Gisele Carvalho
“Fake News”, “Boatos”, “Me disseram”, “Nem te conto”- Talvez, esses nomes não soam diferentes nos dias atuais. É bem verdade, que histórias mal contadas sempre existiram. Quem não se lembra da história da serpente tentando persuadir Eva que comesse um fruto para que se tornasse igual seu Criador? Pois é! Isso não foi história da carochinha, e é exatamente, desde os primórdios da humanidade as “Fakes News”, já existiam. O que culminou de forma marcante desde o século passado para os dias atuais, foi a celeridade da informação repassada após a inserção da Internet no cenário global. Algumas meramente informativas com suas fontes bem-conceituadas, e outras, de forma nada criteriosas com formato de segmentar massas.
Fake News segundo site eletrônico
Brasil Escola, são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como
se fossem informações reais. Esse tipo de texto, em sua maior parte, é feito e
divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista ou prejudicar uma
pessoa ou grupo (geralmente figuras públicas).
A propagação de Fake News não
escolhe condição social, ainda mais quando o tema é de comum interesse. Como
por exemplo: Religião, Política, Economia, Futebol, Saúde etc. Temas voltados à
interesse popular tem tido maior crescimento a nível de veracidade ou invenção.
Tratando especificamente da
política, é sabido que o mercado tecnológico e marketing político trabalham de
forma articulada e harmônica para construção de histórias, sejam informações ou
contra informações. Isso, a respeito de um determinado segmento por exemplo, e
a popularizam por meio eletrônico, consolidando a informação de forma veloz, até
mesmo antes que os detentores da realidade se deem conta do que está
acontecendo.
O que quero dizer é que os
profissionais que trabalham de forma organizada para emitir uma contra
informação, não buscam na essência que uma história se torne verdadeira por que
muitos estão dizendo. Mas, querem na verdade, validar a dúvida a respeito da
história contada. Expressão tipo: “E se for verdade? ”.
A Fake News sem dúvida, virou um
mercado tendencioso que lida com profissionais capacitados e sem nenhum apego
moral.
O mundo acordou para o perigo do manuseio
das informações, talvez, tarde demais, quando foi dito, que a Rússia sabotara
as eleições que favorecia o Presidente norte americano, Donald Trump, enviando
informações adversas para confundir o eleitorado sobre os candidatos que com
ele concorriam o plenário.
O fato é que não somente na
política, vivemos um bombardeio de informações sem nenhum tipo de filtro. E, a
falta de ética, moral, princípios que norteiam o bem e o mau, se misturam, e o que
deveria partir do seio familiar, fica à mercê de mídias diversas. Sejam elas,
preocupadas com vertentes verdadeiros ou não. Isto é, uma geração, acaba tendo
seu intelecto formado pelas pseudo informações.
Ainda bem que existe uma grande
porção de mentores de informações pautadas nos padrões morais e éticos, que contribuem
para construir e/ou reconstruir uma linha de pensamentos. Esses tais, possuem
discípulos fieis que replicam e agregam grupos que se multiplicam, e a verdade
acaba libertando àqueles que viviam na ignorância, ou pelo ao menos serve para
nortear outro caminho.

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