TEXTO: Gisele Carvalho
Falar de choque de gestão, me remete a pontuar as gestões comumente conhecidas, que precisam passar por uma remodelagem,conforme o mercado de cada segmento.
São elas:
A Gestão Intelectual é aquela na qual o líder conquista a admiração de seus colaboradores, por meio de seu conhecimento;
A Gestão Coerciva, que possui uma pretensão de que a força ou métodos sistemáticos que resultam em “medo”, traz uma concordância imediata de seus subordinados; a ação de acompanhamento de tarefas, cuja forma de"persuadir" os subordinados a se empenharem, acaba insinuando consequências negativas ao profissional, caso não consiga cumprir os resultados esperados.
A Gestão Autoritária é aquela categoria de gestão, onde a figura central é o líder/diretor, o qual possui autonomia de decidir sobre tudo dentro de uma organização, buscando aquilo ele considera o melhorar para sua empresa, onde não existe um diálogo efetivo, e sim uma ausência total de discussão a respeito de diversas situações (pendências) existentes, onde apenas um resolve os problemas de todos, sem levar em consideração as outras opiniões existentes.
Gestor Democrático é o líder democrático que trabalha, coopera, sugere saber realizar - participando das tarefas, e que diz: “nós”, para avaliação dos efeitos positivos ou negativos de qualquer tipo de organização. Este é o líder da organização, que aprende e que assume responsabilidades, possibilita autonomia, que interage, que participa e coordena em busca de soluções e construções. Ele visa um grupo motivado, cooperativo e que tenha vontade de crescer.
Desta forma, desenvolve à:
- Descentralização - a administração, as decisões,e as ações que devem ser elaboradas e executadas, de forma não hierarquizada;
- Participação - devem incluir todos os envolvidos nos processos;
- Transparência - qualquer decisão e ação tomada, ou implantada na escola, deve ser do conhecimento de todos.
O Gestor Paternal e/ou Protecionista normalmente possui uma conotação pejorativa, quando ligados à liderança. Isso acontece devido ao pré-conceito de que um amigo não pode cobrar resultados como um chefe. Mas, segundo o professor Alfredo Behrens: “O papel do gestor paternalista é lutar pelos seus colaboradores, principalmente, quando estes estiverem vulneráveis”.
Assim, conseguimos pontuar um pouco sobre os tipos de lideranças mais vistos. E pasmem! O Gestor Paternalista, ainda é muito visto em empresas "ainda" líderes no mercado.
Porém, o mercado corporativo tem passado por mudanças drásticas como um todo, e essas ausências afetivas externadas no ambiente de trabalho, trazidas de berço familiar, têm prejudicado o clima organizacional de forma geral e grotesca, afetando minuciosamente senão a largas proporções o objetivo das instituições. Em minhas assessorias “In Loco” em uma determinada empresa observei algumas classes de colaboradores com uma grande dificuldade de se adequar ao modelo que a empresa determinava devido a essa ausência familiar e trazida de forma exacerbada deixando a desejar no quesito comunicação verbal e não verbal. Isto significava, que o comportamento gerado, devido o ambiente ser de liderança paternalista, estabeleceu-se, gerando um clima familiar cômodo. E a empresa, percebendo que a concorrência estava batendo à porta da liderança que outrora ela estava, viu-se na iminência de uma mudança quanto à raiz na forma da atual gestão. Ora, a única solução encontrada era trazer um choque de gestão, onde aqueles que eram protegidos devido a cultura paternalista precisariam se adequar. Isto é, o proprietário gestor se viu obrigado a repassar o bastão da autonomia, a favor da profissionalização atuante. Caso contrário, estaria fadado a se ausentar no mercado no seu segmento.
O lado positivo dessa história, é que uma empresa dentro desse pontinho corporativo, teve tempo de organizar-se, mantendo-se líder no mercado.
Como Administradora deixo aqui um conselho: Hoje se sua empresa está enfrentando a mesma situação, acredite, a resposta não muda. Somente um choque de gestão poderá modificar a sentença de sua organização.
O padrão ideal de gerir certamente é aquele que consegue extrair o lado positivo de cada modelo existente, equilibrando-os, e averiguando os constantes resultados. Aplicando ferramentas como por exemplo o PDCA (do inglês: PLAN - DO - CHECK - ACT ou Adjust) que é um método interativo de gestão de quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de processos e produtos. É também conhecido como o círculo/ciclo/roda de Deming, ciclo de Shewhart, círculo/ciclo de controle, ou PDSA (plan-do-study-act). Se satisfatório, é válido utilizá-lo e continuar a traçar novas metas.
Se insatisfatório, no que tange a ferramenta para baliza as informações é só buscar no mercado alguma que encaixe as necessidades e/ou localizar o "Gap" que alguém deixou, afetando assim, o todo. Ou seja, se todos os departamentos devem trabalhar em prol do mesmo objetivo, suas lideranças, por departamento, devem estar também harmonizados, quanto à comunicação padrão rumo ao objetivo da empresa.
Pense nisso.
